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São João no Porto: Guindalense e Pasteleira garantem a noite mais longa

Pessoas a brindar com copos coloridos numa festa ao ar livre junto a um rio ao pôr do sol.

A noite mais comprida do ano vive-se no Porto e há festa de uma ponta à outra da cidade. Do Guindalense, no Centro Histórico, até à Associação de Moradores do Bairro da Pasteleira, na zona ocidental, há arraiais prontos a receber quem não abdica do São João.

Por toda a cidade, coletividades e associações afinam os últimos detalhes para se assumirem como palcos da noitada. Entre a emblemática casa do Guindalense, na zona histórica, e o convívio de bairro na Pasteleira, mantém-se a promessa de celebrar o São João como dita a tradição.

No mítico Guindalense, Rui Barros já nem tenta contabilizar quantos entram e saem na noite de festa. A coletividade nasceu há meio século na escarpa dos Guindais, virada para o rio Douro, e continua a atrair multidões: "Juntam-se milhares de pessoas à porta". O presidente recorda uma imagem que lhe ficou na memória - o café do clube tão cheio que "as pessoas só conseguiam mover os olhos".

Foi precisamente por colocar "a segurança acima de tudo" que, no ano passado, decidiu controlar as entradas assim que o espaço atinge a lotação: "Saem três, entram três; saem dez, entram dez", explica, lembrando as filas enormes que se formam nas Escadas dos Guindais. "Não se vê um degrau; é só cabeças, desde aqui até ao cimo das escadas. Tudo para entrar aqui no clube", descreve Rui Barros, acrescentando que, neste São João, o procedimento volta a manter-se, "para as pessoas conseguirem mexer-se".

Ainda assim, a disponibilidade para receber quem aparece mantém-se. "Mas estaremos de portas abertas para quem quiser visitar-nos; são todos bem-vindos", garante. E, para que ninguém fique sem petisco, "o armazém do Guindalense [no topo das escadas] vai ter um balcão com sardinhas", pensado para servir quem procura o clube para festejar e o encontra cheio.

Lá dentro, um segundo assador já está preparado no bar, com a ponte Luís I como pano de fundo, para que as sardinhas cheguem às travessas vezes sem conta ao longo de toda a noite. Considerado "um dos sítios mais apetecíveis do Porto", o Guindalense "abre às quatro e meia da tarde e vai até às seis horas da manhã", com "cerca de 30 pessoas a trabalhar".

Entre comida, animação e música ao vivo com Nelo Silva, Rui Barros assegura que nada falhará nesta "festa do povo". Ligado ao Guindalense Futebol Clube há três décadas e na liderança há 14 anos, faz as contas à operação: "São sete bares e dois assadores" - além de "muita bebida e muita alegria". E no menu entram, como não podia deixar de ser, "caldo verde, chouriço assado, fêveras ou bifanas".

Convívio de moradores

Do outro lado do Porto, já onde o rio quase encontra o mar, entre as torres vermelhas da Pasteleira também se acerta tudo para a noite de São João. Haverá sardinha e música, antecipa José Manuel Ferreira, que lidera há seis anos a Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira.

"O fundamento disto é o convívio e as pessoas dos bairros festejarem no próprio local onde moram", sublinha, deixando o convite para o arraial com "sempre animação musical". A festa começa pelas 22 horas e prolonga-se até cerca das duas da manhã. Ainda assim, as brasas vão trabalhar mais cedo: no pátio da associação, junto ao auditório, ficarão mesas para quem quiser marcar lugar.

José Manuel deixa o aviso: "Por volta das 18 horas já pomos os fogareiros a assar as sardinhas", que são oferecidas pela junta de freguesia. Quem participar também pode levar alternativas: "assar as suas sardinhas, ou trazer fêveras ou entrecosto e chouriça para assar".

À noite, o arraial continua no ringue, decorado com luzes em toda a volta, e com um palco ao centro, preparado para receber o duo Novaversom. "O cartaz está em todas as entradas [do bairro]. Fui eu que andei a pô-los", diz, com um sorriso, o dirigente, que nesta altura trabalha sem parar "por carolice".

Preçário

  • Alho-porro
    5 euros
  • Cerveja
    2 euros
  • Fêveras
    22 euros/dose
  • Martelo
    3-8 euros
  • Sardinha
    2 euros (unidade)

Espetáculo

Fogo de artifício entre as pontes terá 12 minutos
O habitual fogo de artifício de São João, numa parceria entre as câmaras do Porto e de Gaia, será lançado à meia-noite entre as pontes Luís I e Arrábida, iluminando o céu durante 12 minutos. Os foguetes fazem parte de um espetáculo multimédia, o que implica o encerramento à circulação da ponte Luís I entre as 23.30 horas e a uma hora. Nessa altura, deverá haver muitos balões no ar. O lançamento só estará autorizado entre as 21.45 e a uma da manhã, janela em que o espaço aéreo do aeroporto Francisco Sá Carneiro ficará encerrado.

Para quem não dispensa uma passagem pelos divertimentos, haverá opções em espaços como as Fontainhas, o Jardim do Cálem, em Lordelo do Ouro, e a Avenida de D. Carlos I, na Foz. Como se espera nova enchente, a melhor forma de chegar à festa será através de transportes públicos: tanto o Metro como a STCP anunciaram reforço da operação. O metro funcionará durante toda a noite.

Música

Casa da Música - 20 horas - 4 horas
Nunca Mates o Arraial
Más Influências - set de DJ
Bar Dançante
Nunca Mates o Mandarim
Rapaz Ego
Cedofeita Takeover

Aliados - 20 horas - 4 horas
Fernando Alvim
Quinta do Bill
Tony Carreira
Dupla Mete Cá Sets

Largo Amor de Perdição - 20 horas - 4 horas
Noz Pimba
Últimos Românticos
D.A.M.A

Paranhos (Parque estacionamento Rua Sá de Miranda) - 22 horas - 3 horas
Duo Quadrante S
Iniciadores

Campanhã (Praça da Corujeira) - 22 horas - 3 horas
Duo Alma Latina
Zé Amaro

Miragaia (Largo da Praia) - 22 horas - 3 horas
Duo Contatkt
Ritmo e Alma Show

Lordelo do Ouro (Largo António Calém) - 22 horas - 3 horas
Ti Manel DJ
Minhotos Marotos

Ramalde (Jardim Sarah Afonso) - 22 horas - 3 horas
Duo Ivason
Tiago Neto e Paulo Fragoso

Bonfim (Alameda das Fontainhas) - 22 horas - 3 horas
Vítor Gomes Banda
Jorge Guerreiro

Foz (Av. D. Carlos I) - 22 horas - 3 horas
Osiv
Bandalusa

Cais de Gaia - 22.30 horas
José Cid

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