Ryanair critica venda de álcool nos aeroportos
O CEO da Ryanair questionou a lógica de os bares dos aeroportos venderem bebidas alcoólicas nas primeiras horas da manhã e defendeu uma aplicação rigorosa das regras de licenciamento comercial.
Numa entrevista ao jornal The Times, O’Leary declarou: “Não entendo por que alguém serve cerveja às cinco ou seis da manhã em bares de aeroportos. Quem precisa beber nessa hora?”
Segundo o responsável, a comercialização de álcool fora dos horários autorizados representa um problema operacional para as companhias aéreas, por contribuir para o aumento de comportamentos agressivos a bordo. O’Leary afirmou que, no passado, os passageiros embriagados costumavam adormecer durante o voo, mas que actualmente ocorrem episódios de violência, frequentemente ligados ao consumo conjunto de álcool e drogas.
Passageiros disruptivos e custos dos desvios
A Ryanair regista actualmente quase uma interrupção de voo por dia causada por passageiros disruptivos e aplica uma política de tolerância zero. A companhia procura recuperar, através de processos judiciais, os custos resultantes dos desvios de rota. No ano passado, a Ryanair exigiu £12.500 a um passageiro que obrigou um voo entre Dublin e Lanzarote a desviar para o Aeroporto do Porto.
O’Leary avisou que, se estes incidentes persistirem, a empresa avançará judicialmente contra os responsáveis para recuperar os encargos adicionais. Esses custos incluem taxas de assistência em terra, maior consumo de combustível e, nalguns casos, despesas de alojamento para os restantes passageiros afectados.
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