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Jean-Michel Cohen só recomenda estes pãezinhos de leite do supermercado: La Boulangère sem açúcar adicionado

Duas mulheres a escolher pão numa prateleira de supermercado, uma empurra um carrinho com frutas e leite.

Um médico especializado em nutrição diz que, neste momento, só há uma marca de supermercado que aprova sem reservas.

Fofos, ligeiramente doces e muito apreciados pelas crianças - é assim que muita gente descreve os clássicos pãezinhos de leite. No entanto, por trás desta imagem “inofensiva” esconde-se muitas vezes uma armadilha de açúcar. Num guia de compras, um conhecido médico de nutrição analisou vários produtos e chegou a uma conclusão inesperada: entre os pãezinhos de leite mais comuns do supermercado, só recomenda verdadeiramente uma opção específica.

Porque é que os pãezinhos de leite são mais problemáticos do que parece

Em muitas famílias, os pãezinhos de leite fazem parte do pequeno-almoço e são também um lanche rápido a meio da tarde. Do ponto de vista nutricional, fornecem sobretudo hidratos de carbono - ou seja, energia disponível para o dia. E é precisamente isso que os torna tão atractivos para as crianças: são práticos e sabem bem.

A questão é que muitos produtos industriais não se ficam pela farinha, leite e ovos. Costumam trazer uma boa dose de açúcar e, em alguns casos, gorduras menos interessantes. Assim, aquilo que parece um pão simples transforma-se num produto de pastelaria doce, mais próximo de uma “guloseima” do que de uma refeição equilibrada.

Os pãezinhos de leite são considerados um “produto de prazer”: permitidos, mas em quantidade limitada e não todos os dias.

O médico de nutrição Jean-Michel Cohen coloca os pãezinhos de leite, tal como os croissants e outras peças semelhantes, claramente na categoria de produtos de prazer. A sua orientação é clara: no máximo duas vezes por semana - tanto para crianças como para adultos. Quem os consome diariamente acaba por acumular, sem dar por isso, muitas calorias “líquidas” (e fáceis de ingerir), que rapidamente se refletem na balança.

A única marca que o médico aceita no supermercado

No seu guia de compras, Cohen comparou de forma detalhada diferentes pãezinhos de leite disponíveis no comércio. No final, apenas um produto mereceu a sua aprovação: os pãezinhos de leite frescos sem açúcar adicionado da marca “La Boulangère”, vendidos numa embalagem de dez unidades.

O ponto decisivo, segundo o especialista, é simples: estes pãezinhos não levam açúcar acrescentado. Naturalmente, continuam a ter algum açúcar proveniente dos ingredientes (como a farinha e o leite), mas não são “adoçados” de forma artificial. É aqui que esta opção se distingue da maioria dos concorrentes na prateleira.

Há uma variedade que dispensa açúcar extra na massa - e, para um médico, isso conta como um verdadeiro ponto positivo na avaliação.

Além da ausência de açúcar adicionado, Cohen destaca também a composição global do produto. Entre os ingredientes referidos, encontram-se:

  • 58% de farinha de trigo
  • 12,5% de ovos frescos inteiros
  • 7,6% de leite magro fresco pasteurizado
  • óleo de colza como fonte de gordura
  • massa-mãe natural em vez de fermento industrial
  • complementos como farinha de cevada e pó de sumo de acerola

O uso de massa-mãe é particularmente bem avaliado pelo médico. A massa-mãe pode melhorar a digestibilidade, arredondar o sabor e, em certa medida, atenuar o impacto glicémico do produto.

O que significa, na prática, uma composição “melhor” do ponto de vista nutricional

A combinação de farinha, ovos e leite oferece, quando comparada com um pão de trigo simples, um pouco mais de proteína e alguns nutrientes adicionais. Ao mesmo tempo, a escolha de leite magro ajuda a evitar que o teor de gordura suba demasiado. Já o óleo de colza fornece sobretudo ácidos gordos insaturados e é geralmente visto como uma fonte de gordura mais favorável.

Ainda assim, continua a ser um alimento energético. A diferença é que, dentro desta categoria, esta versão entra no grupo das opções mais sensatas. Não se trata de um produto “de dieta”, mas sim de uma escolha “menos má” dentro de um segmento que, por natureza, não é o mais saudável.

Para o médico, este pãozinho de leite não é um superalimento, mas um “padrão sólido” na prateleira da pastelaria doce.

Com que frequência é que estes pãezinhos podem ir para a mesa?

Cohen mantém uma posição exigente: mesmo esta opção com melhor composição não deve aparecer no cesto do pão todos os dias. Para ele, duas vezes por semana é o limite. A razão está no conjunto - açúcar, amido e densidade energética. Além disso, muitas pessoas consomem em paralelo bebidas açucaradas, iogurtes doces ou snacks, o que faz com que o consumo total de açúcar dispare rapidamente.

No caso das crianças, vale a pena ter ainda mais atenção. Oferecer regularmente pastelaria doce empurra o paladar, pouco a pouco, para o “muito doce”. Legumes, pão integral ou iogurte natural acabam por parecer aborrecidos e sem sabor. Com isso, aumenta o risco de excesso de peso e, a longo prazo, de problemas como resistência à insulina.

A armadilha escondida do açúcar no recheio

Mesmo quem escolhe a versão “melhor” - sem açúcar adicionado - pode estragar o objectivo com um recheio menos adequado. Do ponto de vista médico, acompanhamentos clássicos como uma camada generosa de creme de chocolate, muita manteiga com compota ou cremes de frutos secos adoçados são das armadilhas mais frequentes.

Cohen recomenda reduzir claramente os cremes doces, ou usá-los apenas em quantidade mínima. Se o pãozinho já é naturalmente adocicado, o ideal é compensar no recheio - e não intensificar.

  • Creme de chocolate: muito açúcar, muita gordura, pouca saciedade
  • Manteiga mais compota: um “boost” calórico duplo num espaço pequeno
  • Cremes doces de frutos secos: muitas vezes têm mais açúcar do que frutos secos

Uma alternativa mais prática para o dia a dia passa por recheios neutros ou ricos em proteína: uma camada fina de queijo-creme, um pouco de manteiga de frutos secos sem açúcar, queijo, ou simplesmente ao natural com um copo de leite ou cacau sem açúcar. Assim, o consumo total de açúcar fica mais controlado.

Como reconhecer pãezinhos de leite melhores no supermercado

Mesmo que, neste momento, a marca destacada por Cohen seja a sua favorita, dá para retirar regras úteis para orientar as compras. Quem lê rótulos percebe depressa que existem diferenças grandes.

Critério Melhor escolha Escolha menos boa
Açúcar na lista de ingredientes sem açúcar adicionado, sem xaropes açúcar, xarope de glucose-frutose logo no início
Fonte de gordura óleo de colza, óleo de girassol óleo de palma, gorduras hidrogenadas
Agente de fermentação massa-mãe apenas fermento
Quantidade de ovo e leite claramente indicada, com percentagem relevante apenas vestígios, sem detalhe

Também ajuda olhar para a tabela nutricional: quanto mais baixo for o açúcar por 100 g, melhor. E quem come dois pãezinhos deve lembrar-se de que os valores aumentam rapidamente para o dobro.

Quando os pãezinhos de leite ficam mesmo a “péssima ideia” - e quando são aceitáveis

Pessoas com excesso de peso, diabetes ou grandes oscilações de glicemia devem ter um cuidado especial com pastelaria doce. A mistura de hidratos de carbono de absorção rápida e, muitas vezes, poucas fibras faz a glicemia subir depressa, o que pode desencadear episódios de fome intensa pouco depois.

Quem, em geral, é saudável, mantém um peso normal e se mexe bastante pode comer um pãozinho de leite de vez em quando sem necessidade de culpa. Nesses casos, faz sentido integrá-lo numa refeição mais equilibrada - por exemplo, com um iogurte natural, alguma fruta e uma bebida sem açúcar.

Alternativas práticas para o dia a dia

Muitas famílias procuram soluções que agradem às crianças sem se transformarem sempre numa “bomba” de açúcar. Algumas alternativas para ir alternando com pãezinhos de leite incluem:

  • pão integral com queijo-creme e fatias de pepino
  • flocos de aveia com leite ou iogurte e fruta fresca
  • pãezinhos caseiros com menos açúcar
  • iogurte natural com banana e um pequeno punhado de frutos secos

Quem gosta de cozinhar pode experimentar fazer pãezinhos de leite em casa: menos açúcar, mais ovo e uma parte de farinha integral. Mantém-se a ideia do produto, mas o perfil nutricional fica um pouco melhor.

No fundo, a mensagem é bastante directa: entre os pãezinhos de leite industriais, há opções melhores e piores. A marca destacada por Cohen prova que é possível ter um produto sem açúcar adicionado e com uma receita mais cuidada. Para o dia a dia no supermercado, a regra é ler rótulos, controlar porções - e tratar os pãezinhos de leite como aquilo que são: um pequeno prazer ocasional, não um alimento base diário.

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