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Chá de erva-doce: benefícios e como preparar

Mulher sentada na cozinha a cheirar chá quente, com ervas frescas e especiarias na mesa.

Os chás medicinais fazem parte do quotidiano de muitas culturas e, frequentemente, as suas receitas passam de geração em geração. O chá de erva-doce, preparado com as sementes da planta Foeniculum vulgare (funcho), é um bom exemplo dessa herança. Com um sabor delicado e ligeiramente adocicado, é agradável de beber e pode apoiar a digestão, além de estar associado a vários benefícios para a saúde. Veja alguns deles a seguir.

1. Ajuda com cólicas e gases

O chá de erva-doce pode contribuir para aliviar cólicas e gases. Por conter compostos com acção carminativa, tende a ajudar no relaxamento do trato gastrointestinal e a facilitar a eliminação do excesso de gases. Em paralelo, as suas características anti-inflamatórias podem diminuir a irritação intestinal, acrescentando mais conforto.

2. Auxilia na digestão

Por incluir substâncias que favorecem o relaxamento da musculatura do trato gastrointestinal, o chá de erva-doce pode ser um apoio na digestão e na redução de incómodos após comer. Tradicionalmente, é utilizado quando há queixas como sensação de barriga inchada e digestão mais lenta. Assim, tomá-lo depois das refeições pode ajudar a tornar a digestão mais confortável, sobretudo quando existe sensação de peso ou inchaço abdominal.

3. Fortalece o sistema imunitário

A erva-doce apresenta propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e antioxidantes. Além disso, as sementes fornecem vitamina C, um nutriente que ajuda a reforçar as defesas do organismo perante doenças e infecções. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil (MS), a recomendação diária de vitamina C para adultos é de 90 mg para homens e 75 mg para mulheres.

4. Ajuda a regular a pressão arterial

A erva-doce destaca-se como fonte de potássio, um mineral importante para a regulação da pressão arterial. O potássio contribui para equilibrar o sódio no organismo, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e facilitando a circulação.

Este mineral também favorece a excreção de sódio pela urina. O estudo “Sex-specific associations between potassium intake, blood pressure, and cardiovascular outcomes: the EPIC-Norfolk study”, publicado no European Heart Journal, revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, concluiu que uma ingestão mais elevada de potássio esteve associada a uma pressão arterial sistólica mais baixa e a menor risco de eventos cardiovasculares. Nas mulheres, sobretudo nas que consumiam mais sódio, esta associação foi ainda mais evidente.

5. Alivia os sintomas da TPM e menopausa

Por ser rica em fitoestrogénios, a erva-doce contém compostos que podem ajudar a equilibrar os níveis de estrogénio no organismo. Isto costuma ser benéfico para mulheres com sintomas de TPM (tensão pré-menstrual) e de menopausa, como afrontamentos (ondas de calor), alterações de humor, irritabilidade e cólicas menstruais.

Como preparar o chá de erva-doce

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de sementes de erva-doce
  • 250 ml de água

Modo de preparo

Num tacho, coloque a água e leve ao lume médio até ferver. Apague o lume, deite as sementes de erva-doce numa chávena e verta a água quente por cima. Tape e deixe em infusão durante 10 minutos. Coe e sirva de imediato.

Consumo da erva-doce com segurança

Apesar de, de um modo geral, a erva-doce ser considerada segura, grávidas e mulheres a amamentar devem falar com um profissional de saúde antes de integrar o chá na alimentação, devido a potenciais efeitos hormonais. Do mesmo modo, quem estiver a fazer tratamento para perturbações hormonais deve procurar aconselhamento médico. Por fim, o consumo em excesso pode provocar dores de estômago e náuseas.


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