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Starbucks fecha mais cedo mais de duas mil cafetarias na Coreia do Sul após polémica

Jovens em reunião numa cafetaria discutem projetos, com café e laptop sobre a mesa.

Encerramento antecipado e formação

A multinacional Starbucks decidiu encerrar mais cedo, esta segunda-feira, as suas mais de duas mil cafetarias na Coreia do Sul, com o objectivo de dar formação aos trabalhadores em História, na sequência de uma polémica campanha promocional associada ao massacre de manifestantes pró-democracia.

Segundo tinha sido comunicado previamente, todas as lojas baixaram as portas às 15 horas locais (6 horas em Portugal continental), por indicação do Grupo Shinsegae - operador local da Starbucks - para que os funcionários pudessem participar em sessões de esclarecimento sobre consciência histórica e sensibilidade social.

A empresa adiantou ainda que estas aulas serão igualmente alargadas, já esta semana, aos colaboradores da sede, aos executivos e ao presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin.

"Embora a Starbucks seja uma empresa privada, sua campanha continha elementos que poderiam ser criticados por evocar eventos históricos importantes. Mas acho positivo que a Starbucks tente evitar que isto aconteça novamente", afirmou Kim Tae-il, de 50 anos, à agência Efe, enquanto bebia café numa das filiais.

Polémica do “Dia do Tanque” em Gwangju

A controvérsia começou a 18 de maio, data que assinala o aniversário da revolta na cidade de Gwangju contra a ditadura de Chun Doo-hwan, quando a Starbucks lançou uma promoção online denominada “Dia do Tanque” para comercializar copos térmicos.

A campanha motivou críticas de quem entendeu que o nome e os slogans remetiam para os tanques utilizados em Gwangju e para o assassínio de um estudante durante a repressão militar na década de 80.

Consequências do escândalo

O caso acabou por resultar num pedido público de desculpas de Chung, na demissão do director-executivo da cadeia de lojas Starbucks da Coreia do Sul, em boicotes protagonizados por funcionários e por instituições governamentais, e também em críticas do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

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