Quem diria?
Nos últimos meses, o estado de saúde de Donald Trump tem levantado perguntas e gerado muita discussão. A aproximar-se dos 80 anos, o presidente dos Estados Unidos tem convicções muito próprias quando o assunto é medicina e bem‑estar. É o mesmo homem que toma 325 miligramas de aspirina todos os dias para ter “um sangue bem fluido”, contrariando as recomendações dos seus médicos - e que agora parece acreditar ter encontrado uma resposta para o cancro.
A teoria de Donald Trump sobre refrigerantes light e cancro
Num episódio do podcast de Donald Trump Jr., o médico Mehmet Oz, que integra o Governo norte‑americano, contou que o ocupante da Casa Branca está convencido de que os refrigerantes light conseguem matar células cancerígenas. Simples assim.
Mais Coca, menos cancro?
Donald Trump já habituou o público a declarações improváveis e pouco racionais. Desta vez, insiste na ideia de que os refrigerantes fazem bem à saúde - e, melhor ainda, que “matam” o cancro. Na lógica do político quase octogenário, tudo bate certo.
Convidado no podcast de Donald Trump Jr., o Dr. Oz explicou que o chefe de Estado está “convencido de que os refrigerantes light lhe fazem bem porque matam a erva quando se deita por cima”. Logo, na visão de Trump, também conseguiriam eliminar células cancerígenas no corpo humano.
Fanta “acabada de espremer” e vitaminas, segundo Trump
Aos olhos do presidente, a Fanta seria uma bebida saudável por ser feita a partir de fruta “acabada de espremer” e, por isso, uma excelente fonte de vitaminas. Em resumo, para Donald Trump, os refrigerantes (sobretudo os light) são a resposta.
Donald Trump Jr., por sua vez, mal consegue manter a seriedade perante esta teoria. Ainda assim, admite que o pai pode ter “acertado em alguma coisa”, sobretudo quando olha para a energia e a resistência do progenitor, que fará 80 anos dentro de menos de dois meses.
O que se sabe hoje sobre refrigerantes e saúde
Actualmente, os refrigerantes são vistos como prejudiciais e associados a vários problemas de saúde, incluindo diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. As versões light não são, por isso, alternativas saudáveis. Podem não ter açúcar, mas continuam carregadas de edulcorantes artificiais, que podem afectar a flora intestinal e o metabolismo, além de aumentarem o risco de esteatose hepática não alcoólica - isto é, a acumulação de gordura no fígado. Assim, não há nada que comprove que estas bebidas possam ser sequer ligeiramente benéficas para a saúde, muito menos no que toca ao cancro.
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