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E.Leclerc e as lojas de proximidade até 2030: 90 aberturas por ano

Mulher com cesta de compras escolhe produtos numa prateleira de supermercado com elétrico amarelo ao fundo.

As mudanças anunciadas no sector da grande distribuição apontam para uma transformação relevante na forma como os consumidores fazem compras no dia a dia.

Uma viragem para o comércio de proximidade

Nos centros urbanos, estas lojas tornaram-se cada vez mais comuns: grandes cadeias de supermercados têm multiplicado formatos de proximidade nas cidades. Entre os exemplos mais visíveis estão a Carrefour, com várias versões adaptadas a cada local, e a Casino. Agora, também a E.Leclerc prepara um reposicionamento, segundo avança o site Au Féminin.

O plano deverá ser implementado até 2030 e, de acordo com a publicação, servirá para reequilibrar o modelo da insígnia através de espaços mais pequenos e práticos. Assim, num horizonte de quatro anos, a E.Leclerc quer acelerar a expansão em território francês, com a abertura de 90 novos pontos de venda por ano. Numa perspetiva mais prolongada, o objetivo passa por chegar às 600 implantações.

A promessa de preços baixos será cumprida?

Ao contrário dos hipermercados mais conhecidos do público, estas novas lojas terão dimensões reduzidas. Em alguns casos, poderão ter menos de 100 metros quadrados. Também a localização foge ao habitual: em vez das tradicionais zonas comerciais na periferia das localidades, a aposta será feita sobretudo em centros das cidades ou em aldeias que não tinham, até agora, comércio alimentar.

Citado pelo site de informação, Michel-Édouard Leclerc enquadra esta estratégia da seguinte forma: “A nossa ambição é ser multicanal: o associado gere a montante toda a oferta que considera necessária ao seu crescimento.”

Oferta essencial e hábitos de compra mais frequentes

Do ponto de vista comercial, estes espaços deverão concentrar-se no essencial e, muito provavelmente, disponibilizarão poucos artigos fora do universo alimentar. A intenção é ajustar-se a um tipo de cliente que faz compras várias vezes por semana, mas dedica menos tempo a cada visita do que acontecia no passado.

Por fim - e este ponto está longe de ser secundário - a E.Leclerc garante que vai praticar preços baixos. Não será uma tarefa simples, já que será preciso encontrar o equilíbrio entre rentabilidade e a capacidade de conquistar e fidelizar uma nova clientela. Em todo o caso, será interessante acompanhar estas aberturas e perceber se o formato se afirma, num segmento onde outros concorrentes já estão bem estabelecidos.

O que acha deste projeto da E.Leclerc? Costuma ir a estas pequenas lojas de proximidade? Partilhe a sua opinião nos comentários.

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